quinta-feira, 3 de março de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FRANKSTEIN AINSTEIN - Mc Santiago

FRANKSTEIN AINSTEIN

O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário - Albert Einstein.
E alguém me responde: Não percebi!
SILÊNCIO. Numa caverna escura um homem cria outro homem. Corta e recorta. Cose, aperta, desfaz, repensa e eis que surge um novo homem. Não é bonito de facto mas com tão pouca luz difícil seria fazê-lo perfeito. Na ausência da palavra falada este novo homem descobre um dicionário. Dá o seu primeiro passo na página "S" donde aparece "Santiago": Nome Latim - Significado: Alegre.
Alegre que tão pouco rima com greve, sede, fome, gente, descontente ou crente. Passou à frente. O dedo percorreu umas tantas linhas e parou na palavra "Sucesso":
Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar, Aos 04 anos sucesso é: não mijar nas calças, Aos 12 anos  sucesso é: ter amigos, Aos 18 anos sucesso é: ter carteira de motorista, Aos 20 anos  sucesso é: fazer sexo, Aos 35 anos  sucesso é: dinheiro, Aos 50 anos sucesso é: Status, Aos 60 anos  sucesso é: conseguir fazer sexo, Aos 70 anos sucesso é: ter carteira de motorista, Aos 75 anos . sucesso é: ter amigos, Aos 80 anos  sucesso é: não mijar nas calças, Aos 90 anos . sucesso é: conseguir andar.
Riu-se. Ironicamente será isto a vida lá fora? Procurou a definição de "Trabalho": ocupação, profissão, osso duro de roer, um abacaxi para descascar, macumba, esforço, mão de obra, despacho mandinga,coisa-feita, maldade, feitiçaria, empenho, catimbó. 
 Ficou  confuso. Porque sentia necessidade de tudo classificar como bem/ mal, certo/ errado. Estranha dicotomia. Porque serve para o bem ou para o mal ou porque nos faz bem ou nos faz mal? 
Nenhuma das duas: Porque nos serve para alcançar o Sucesso. E recuando na definição atrás apresentada, Sucesso entendido como resolução de tarefa proposta com alcance de objectivos pré-estabelecidos. Muito 
retórico?  Falemos então de prazer. E Eis que na caverna se ilumina a nova cabeça. Passo a passo, lá fora, do lado de fora, o prazer da descoberta de tudo. NÂO. O criador irritou-se. Faltava cumprir o seu primeiro objectivo: tinha criado um novo homem para ser um espelho de Si mesmo, cansado de pensar para dentro em solidão. Faltava conhecer por dentro, através do outro. Egoísmo? Não foi Einstein que o disse mas responde à questão: o amor é sempre um egoísmo a dois! Pelo menos, no ÌNICIO!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Santiago: Abertura

Santiago: Abertura: "Um homem pode ser sucedido em quase tudo aquilo em que se empenha com entusiasmo ilimitado. Estava assim escrito na capa do caderno que com..."

Abertura

Um homem pode ser sucedido em quase tudo aquilo em que se empenha com entusiasmo ilimitado.
Estava assim escrito na capa do caderno que comprei nos chineses. Achei por bem começar assim mesmo. Encaixe Perfeito. Mas pergunto-me se os chineses acreditam na sorte. Sim, pensando nos bolinhos com aquelas frases tipo astrológicas a que chamamos bolinhos da sorte. Será que são deles? Não importa a pequenez da minha cultura, até porque no Google estaria com certeza a resposta se me apetecesse procura-la. Mas não. Tenho sentido uma certa nostalgia pela caneta, pelo papel. No outro dia estava na Baixa a passear e lembrei-me de quando ia às compras com a minha mãe. Telefonei-lhe. A distância dos anos que já fiz fez-me esquecer de tantos pormenores que me faziam feliz. Foram precisos alguns anos para que a reparação da minha estúpida adolescência se pudesse dar. Agora quando me vem à memória é com nostalgia agradável, são bons momentos, são saudades e às vezes até vontade de lá voltar. Só para visitar, óbvio, porque todos os outros maus momentos ainda lá cohabitam, não em luta por ocupações territoriais mentais, apenas em quartos separados. Parei.
Há muito tempo que não escrevia em prosa. Talvez seja a hora. Criei um Blog. Não é a mesma coisa mas tem uma vantagem a meu ver: é público. Vai com certeza obrigar-me a educar a minha escrita para fora, torna-la mais reflexiva do que pensativa, mais activa do que abstracta. Será? Pergunto-me se alguém se dará ao trabalho de lê-lo. Tomo nota, será uma transcrição deste caderno, pois foi ele que me abriu o apetite.
Outro assunto sobre ele mesmo: sobre o que será? Mas quem será, o pai da criança? Perfeito verme do ouvido que os miúdos consumiram este Verão como se não houvesse mais som no mundo. Eventualmente acabei também eu por ser consumida nesta diarreia auditiva. E a propósito disto expliquei-lhes o que era um verme do ouvido. Não perceberam muito bem e acabei por mostra-lhes a minha música a qual amaram "tu és uma estrela, não vais aos ídolos JÔ?", na mesma sem perceberem. Não sei se foram os únicos! Atrás.
Sobre o que será? Sobre aquilo que me apetecer. Ainda me orgulho de dizer que sou mimada na escrita e só escrevo sobre o que me apetece. É livre por assim dizer. Se sou mimada só na escrita? Não, isto não é um perfil do Facebook e não estou interessada em escrever só sobre mim. Alguma coisa com certeza, de outra forma seria vazia de humanidade, ou personalidade.
Claro que pode ter muitas formas e muitos nomes, talvez possa no fictício aparecer, em personagem, na poesia, nas frases feitas ou originais. Pois se vem de mim, sou eu! Mesmo que ás vezes desgoste, ou não gostes ou que estranhes ou não reconheças. Sim, sou eu e sim és tu, que lês, quem lês. Por isso para ti, volto ao inicio, circular como aprecio e contigo partilho aquela frase. Volta a ler. Se estás a pensar na falta de sorte que tem acompanhado o teu empenho ilimitado, então esta frase é para mim e para ti: QUE SE FODA A SORTE, O CAMINHO É O EMPENHO!