Curvilínea áspera atmosfera dobrada por deuses
áspera de pele massa philo de camadas de Cronos
metidos dentro de si, patinando sorumbáticos
criaturas de altos standards e inteiriçados de veritas
olhos marejados de tristeza, róseo rosto de cabelo liso
heroínas e heróis de prateleira, vitrine de recheio
Havíamos percorrido tudo
com a embriaguez de um embrião
para resvalar livremente
quebrava-se o molde, por motivos perpétuos
ganha vida a figura por galerias flutuantes
olhos avultados e pasmados em lascívia
rasga-se o sorriso para esgar assassino
olhos que nos perseguem de lugar vítreo
sinais orações ondas de fogo
bagagem sem passageiro que somos às vezes
a cidade vai-se descrevendo em clarões de sol
o espectáculo da noite império avança
de tons argênteos e sombras de magros e alongados
membros, alma imergente em trevas
e o peito desvairado aperta-se para conter
quero por força desmaiar-lhe nos braços
mordo-lhe a boca,
Beijo violento vampírio
beijo-me e desmaio, intensamente caído
onde maquinalmente me converti em suicídio
morde-me de novo como fruto maduro esse pensamento
embarco no acrescento, na renda do medo
rendeiro das minhas entranhas, corpo patenteado
herdeiro dos montes desabitados da infância
lugares de absoluto silêncio sobrenatural
lugares de dimensão colossal
Linhas, preenchimentos de sombras, esbatimento
Parti como folha desapegada da região lombar
o mundo tratando por tu a disposição topográfica
da mente, com fome, demente, vibrante
de noite ouvia-lhe os soluços em cânones de chuva
talvez uma tristeza de alma peninsular
e chorava com a irredutível honestidade de uma criança
que levamos de passeio numa aventura
Há qualquer coisa de dramático
em perdermo-nos nos confins do horizonte
porque nos haveríamos de pensar em fim
se ali começam todos os trilhos de corta-mato
porque rezar o repouso dos mortos quando
podemos voar com as asas tricolores do condor
e prolongar para além do tempo e do espaço
como tudo o que é imortal
o novo, fresco trigo ceifado
atirado livre do colarinho duro das estações
e a voz oculta dos que têm fome não têm refeições.
Eu nesse momento inspiro
insisto na exibição artística frustrada
no desmaiar da bailarina em estrada
bicos em alcatrão fervente de Verão
assim são as lides do amor mercenário